sexta-feira

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Experiência do não sei
Aguarela sobre papel
30x22 cm
2012

domingo

Faz acontecer em silêncio o som das tuas palavras


Faz acontecer em silêncio o som das tuas palavras
Óleo sobre tela
50 x 50 cm
2012
80*

quinta-feira

Esquecer Saramago - Doze partidas para uma homenagem







O Director da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e o Director da Biblioteca têm o prazer de convidar V. Exa. para a inauguração da exposição colectiva ESQUECERSARAMAGO, com curadoria de Mário Caeiro, no dia 21 de Maio às 17:00 na Sala Multiusos | Biblioteca da FCT/UNL. 



Com a presença de Pilar Del Río e exibição de cenas cortadas do documentário 'José e Pilar', de Miguel Gonçalves Mendes (2010) 

 
ESQUECERSARAMAGO é uma obra colectiva de texto e imagem que reflecte, através de um mosaico de visões gráficas, a obra do Nobel da literatura português. O livro apresenta doze projectos de artistas plásticos — onze alunos e ex-alunos da ESAD.CR e um convidado especial, Pedro Penilo – que invocam, nos seus termos estéticos, onze textos fundamentais de José Saramago.

Cruza-se a memória de quem leu Saramago, num momento marcante do seu percurso artístico pessoal (Anabela Santos, Bruno Bogarim, Eunice Artur, Orphanus Lauro e Pedro Penilo) e a experiência nova de novos leitores (André Banha, André Graça Gomes, João Ferreira, Mónica Landim, Nuno Fragata e Ricardo Braz), que aqui tomam contacto, pela primeira vez, com os textos do autor d’O Memorial do Convento.

O projecto tem duas componentes, livro (edição) e mala-exposição itinerante.


ESQUECERSARAMAGO, sob a forma de livro, é um exercício editorial complexo, procurando ajustar cada visão artística à sua respectiva apresentação (escolha de papéis, paginação, acabamentos especiais), num todo que funciona como uma mostra colectiva de arte contemporânea. A mala-itinerante é um projecto expositivo de Biana Costa com André Teles, em cujos compartimentos interiores se podem encontrar originais e reproduções realizados pelos autores individuais, para além de um exemplar do livro (numerado). É uma boite-en-valise que se propõe como acontecimento relacional (a circulação da peça pelas diversas instituições e espaços que acolherem o 'esquecimento de Saramago').







Artistas EsquecerSaramago


21 Maio de 2012 a 31 Julho de 2012
Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
2ª a 6ª feira | 09:00h às 20:00h
Sala Multiusos da Biblioteca FCT/UNL  

Inauguração: 21 de Maio de 2012 | 17:00h


 EsquecerSaramago© é um projecto PALAVRÃO em parceria com a ESAD.CR/Instituto Politécnico de Leiria, Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e Fundação José Saramago.

domingo

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Despossuir-se
Óleo sobre tela
50 x 40 cm
2012
50*

quarta-feira

Alvéolo


Alvéolo
Óleo sobre tela
50 x 40 cm
2012
50*

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Invocação
Óleo sobre tela
40x 40 cm
2012

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Lírio da montanha
Óleo sobre tela
50 x 40 cm
2012

quinta-feira

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“Se o parecer invade o ser, a nossa verdadeira personalidade é prejudicada e a falsidade dessa representação do eu revela-se aos outros em todo o seu esplendor. Não nos podemos esconder durante muito tempo atrás das aparências: as formas não-verbais de comunicação mostrarão, nos nossos gestos, o estado desequilibrado em que nos encontramos. Os nossos gestos e o nosso silêncio traem a nossa representação. Mesmo que saibamos representar muito bem, outro problema se coloca:
Quando ficamos sós, o que resta?"

Marc de Smedt, in Elogio do Silêncio, Sinais de Fogo, Julho 2006, p. 32

quarta-feira

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há, uma montanha a caminho.
Óleo sobre tela
55 x 60 cm
2012

quinta-feira

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 A lança foi reactivada
Começam a acabar as palavras no mundo.
A iluminação das palavras não está naquelas que são iluminadas mas aquelas iluminam. Porém a garganta por mais aberta que esteja já não é o veículo de transmissão por excelência. E o outro começa a fazer-se escutar onde o espírito permanece

A palavra diz uma coisa, transfere

 

 

 

 



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quarta-feira

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A natureza desfragmenta-me os corpos, liberta-os de uma liberdade a que foram presos
                                           - Atravessar o bosque -
É uma entrada. Um sacrário da natureza, quando atravessado, não há retorno possível.

sexta-feira

Lixa-te, é daí que vem o brilho.


Cada som em cada movimento provocava o mistério daquela tarde, naquele dia pendurado à noite. O mistério daquilo que estava e não se via nem se servia dos olhos para ser visto.

As pedras dobradas e ancoradas na ponta do mar. As árvores estendidas no chão. 

As folhas acordadas e sonhadas param e recomeçam o tempo. O olhar manifesto nas mãos recolhe-as para fora, cada uma a seu tempo. Desdobra o corpo mais uma vez e lança a seta onde o alvo não figura, nem silhueta tem. A seta deixa de ser seta, o alvo deixa de ser alvo, o arco recolhe-se em ar. Vai para dentro do corpo através das mãos.

O sol a atingir os raios, a luz a mover as sombras. Faz mover os pés para junto do corpo. Abana e abandona a árvore onde te seguras. Planta-te a ti, no mais profundo que há em ti e no interior da terra. Bem lá no fundo e vem. Faz-te árvore e toca as nuvens com os teus ramos e toca as nuvens com as tuas raízes. 

O movimento só é liberto depois de o soltares, de ti e ao que te prendes-te.
Arranha e arranca a respiração do teu corpo e da tua alma, faz-te surdo ao mundo para te escutares. Senta-te ao teu colo e faz-te criança. Assim chegarás a ti.

E agora o vento preso pelas árvores solta as folhas. Uma a uma. Passo a passo. Tudo regressa a ti. O que te esqueces-te, o que perdes-te, o que tapas-te, o que enfeitas-te. Está tudo agora no dobro da intensidade. Vai-te lixar.