domingo
quinta-feira
. . . . .
“Se o parecer invade o ser, a
nossa verdadeira personalidade é prejudicada e a falsidade dessa representação
do eu revela-se aos outros em todo o
seu esplendor. Não nos podemos esconder durante muito tempo atrás das
aparências: as formas não-verbais de comunicação mostrarão, nos nossos gestos,
o estado desequilibrado em que nos encontramos. Os nossos gestos e o nosso
silêncio traem a nossa representação. Mesmo que saibamos representar muito bem,
outro problema se coloca:
Quando ficamos sós, o que
resta?"
Marc de Smedt, in Elogio do
Silêncio, Sinais de Fogo, Julho 2006, p. 32
quarta-feira
quinta-feira
. . .
A lança
foi reactivada
Começam a
acabar as palavras no mundo.
A iluminação
das palavras não está naquelas que são iluminadas mas aquelas iluminam. Porém a
garganta por mais aberta que esteja já não é o veículo de transmissão por
excelência. E o outro começa a fazer-se escutar onde o espírito permanece
A palavra diz uma coisa, transfere
quarta-feira
.
A natureza desfragmenta-me os corpos, liberta-os de uma liberdade a que
foram presos
- Atravessar o bosque -
É uma entrada. Um sacrário da natureza, quando atravessado, não há retorno possível.
- Atravessar o bosque -
É uma entrada. Um sacrário da natureza, quando atravessado, não há retorno possível.
sexta-feira
Lixa-te, é daí que vem o brilho.
Cada som em cada movimento provocava
o mistério daquela tarde, naquele dia pendurado à noite. O mistério daquilo que
estava e não se via nem se servia dos olhos para ser visto.
As pedras dobradas e ancoradas na
ponta do mar. As árvores estendidas no chão.
As folhas acordadas e sonhadas param
e recomeçam o tempo. O olhar manifesto nas mãos recolhe-as para fora, cada uma
a seu tempo. Desdobra o corpo mais uma vez e lança a seta onde o alvo não figura,
nem silhueta tem. A seta deixa de ser seta, o alvo deixa de ser alvo, o arco recolhe-se
em ar. Vai para dentro do corpo através das mãos.
O sol a atingir os raios, a luz a mover
as sombras. Faz mover os pés para junto do corpo. Abana e abandona a árvore onde
te seguras. Planta-te a ti, no mais profundo que há em ti e no interior da terra.
Bem lá no fundo e vem. Faz-te árvore e toca as nuvens com os teus ramos e toca as
nuvens com as tuas raízes.
O movimento só é liberto depois de o
soltares, de ti e ao que te prendes-te.
Arranha e arranca a respiração do teu
corpo e da tua alma, faz-te surdo ao mundo para te escutares. Senta-te ao teu colo
e faz-te criança. Assim chegarás a ti.
E agora o vento preso pelas árvores solta
as folhas. Uma a uma. Passo a passo. Tudo regressa a ti. O que te esqueces-te, o
que perdes-te, o que tapas-te, o que enfeitas-te. Está tudo agora no dobro da intensidade.
Vai-te lixar.
quinta-feira
terça-feira
...
Pena que sai do mar
Levanta a rocha
segura
Levemente
a concha do mundo.
Feather leaves the sea
Raises the rock
hold
Gently the shell of the world.
Raises the rock
hold
Gently the shell of the world.
sexta-feira
quinta-feira
sexta-feira
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