sexta-feira

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não me leves à letra, mas está em cada uma das minhas palavras uma frase para um texto. Um texto para uma folha, uma folha para o vento. Um texto. Novamente um texto que não se lê, que não se escuta. Porque não foi escrito, porque não foi dito. Nem o corpo volta a ter as mãos que desenham e procuram o desenho em volta da escrita.
A folha a letra as palavras as frases e o texto, ainda estão para vir.
É isto que se lê    .entre-linhas.



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sexta-feira

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Água espacial #5 _ 2011
Gravura e aguarela sobre papel
21 x 29,7 cm


quarta-feira

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A abrir a terra
O corpo do mar
No corpo da terra


Deslizam as mãos do silêncio
Caí o céu para ouvir o mar
A mão segura numa ponta solta                         começa a voar e tudo é envolvido em si


,


Opening the land
The body of the sea
In the body of the earth


Fall the hands from the silence
The heaven fall to hear the sea
A hand holds a loose end                                starts to fly and everything is wrapped itself

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quinta-feira

´´´ ´

há uma parte do corpo que se parte quando ele deita-se sobre a parte magoada
há uma parte para o corpo partir

há uma parte onde as rochas começam a flutuar




,


there is a part of the body that break when he lies on the hurt part
there is a part of the body to break

there is a part where the rocks begin to float


,

quarta-feira

"O Livro, Hoje"

"O Livro, Hoje"
José Afonso Furtado
Conferência no âmbito da disciplina de Edição de Livros
20 de Maio às 17h30, no Auditório 1 da ESAD.CR
                                                    Caldas da Rainha


José Afonso Furtado, professor universitário e fotógrafo português nascido em 1953, em Alcobaça, volta a deslocar-se à ESAD.cr, mais uma vez para falar de Livros. Ocorrendo no âmbito da disciplina Edição de Livros, a conferência 'O Livro, Hoje', a realizar-se dia 20 de Maio no Auditório I pelas 17h30, é uma oportunidade única para se compreender tanto a história como o destino futuro do Livro, num encontro de grande interesse para todas as áreas científicas da Escola. 'O Livro, Hoje' é um evento com chancela PALAVRÃO.

José Afonso Furtado licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e realizou o Curso de Formação do Instituto Português de Fotografia, chegando a dirigir o Curso de História de Fotografia. Desempenhou funções de docente no Curso de Especialização de Técnicas Editoriais e no Curso de Especialização de Ciências Documentais da Faculdade de Letras. Para além das funções de professor, José Afonso Furtado foi presidente do Instituto Português do Livro e da Leitura, vice-presidente do Conselho Consultivo da Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo de Língua Portuguesa e membro da Comissão Nacional da Língua Portuguesa e da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
Desde 1992 exerce as funções de Director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
José Afonso Furtado participou em vários congressos e seminários sobre o livro, a leitura, as bibliotecas e sua relação com as novas tecnologias. Publicou inúmeros artigos e as obras O que é o Livro? (1995), Os Livros e as Leituras – Novas Ecologias da Informação (2000) e, mais recentemente, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica (2009).


PALAVRÃO
Chancela  | Núcleo de Edição  |  Bolsa de Talentos

sexta-feira

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A porta do silêncio abre-se e diz:
- todas as palavras pela mão rasgada expressam à porta da casa aberta o texto coberto de silêncio.
O corredor do pulso escreve escreve! Só os dedos lêem o interior da palavra!
As raízes fazem o tronco interno dentro do solo. – Planta os pés junto à cabeça da terra! -
O Caminho vem da ponte!



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terça-feira

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A terra volumosa para o interior dos teus pés
Todos os sons de cada ave
Em cada um dos teus passos

Depois das palavras em cada texto, 
a mão da palavra entra em construção 
O caminho abre-se às impressões dos ventos.

The intensity of the land inside your feet
To all the sounds from each bird
In each of your steps

After the words in each text,
The hand of the word enter in structure
The path opens to the impressions of the winds.

segunda-feira

*** *

A terra volumosa para o interior dos teus pés
Todos os sons de cada ave
Em cada um dos teus passos

Depois das palavras em cada texto, 
a mão da palavra entra em construção 
O caminho abre-se às impressões dos ventos.

sexta-feira

Obrigada a quem viu e me fez, re-ver!

O que nos aconteceria se:



- Cada vez que acordamos teríamos de gritar, berrar, provocar dor até encher os pulmões de ar e lutar pela vida para estar vivo, como quando nascemos? Que dor nos iria provocar?
Quantas vezes iríamos morrer? ...



Quantas vezes durante o dia vivemos a morte, porque não nos sentimos a respirar?


(Como é que sentimos, se deixa-mos de nos sentir?)

...voltar à origem/começar a sentir a respiração....
não se vê, não se toca, não se cheira: Apenas se sente!

Falta-nos sentir, sentirmo-nos
 
 
!

terça-feira

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O que é?
Uma areia estendida. Qualquer mar, o mar de cada segundo.
Corpo mergulhado, alma à superfície.
A pessoa desapareceu, não daqui, mas dos meus olhos abertos - Lembro-me sempre daquele dia, depois de ontem, aquele dia nascido no meio da árvore. Onde a Natureza recebe:
                                                                                     - A observação consciente do impermanente.

#7

Romance Histórico #7
Fotografia analógica (médio formato)
Impressão sais de prata
Lápís de cor
22x 22 cm

#45

#45 _ 2011
Gravura e aguarela sobre papel
15 x 21 cm