quarta-feira
sexta-feira
quarta-feira
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A abrir a terra
O corpo do mar
No corpo da terra
Deslizam as mãos do silêncio
Caí o céu para ouvir o mar
A mão segura numa ponta solta começa a voar e tudo é envolvido em si
,
Opening the land
The body of the sea
In the body of the earth
Fall the hands from the silence
The heaven fall to hear the sea
A hand holds a loose end starts to fly and everything is wrapped itself
.
quinta-feira
´´´ ´
há uma parte do corpo que se parte quando ele deita-se sobre a parte magoada
há uma parte para o corpo partir
há uma parte onde as rochas começam a flutuar
,
there is a part of the body that break when he lies on the hurt part
there is a part of the body to break
there is a part where the rocks begin to float
,
quarta-feira
"O Livro, Hoje"
"O Livro, Hoje"
José Afonso Furtado
Conferência no âmbito da disciplina de Edição de Livros
20 de Maio às 17h30, no Auditório 1 da ESAD.CR
Conferência no âmbito da disciplina de Edição de Livros
20 de Maio às 17h30, no Auditório 1 da ESAD.CR
José Afonso Furtado, professor universitário e fotógrafo português nascido em 1953, em Alcobaça, volta a deslocar-se à ESAD.cr, mais uma vez para falar de Livros. Ocorrendo no âmbito da disciplina Edição de Livros, a conferência 'O Livro, Hoje', a realizar-se dia 20 de Maio no Auditório I pelas 17h30, é uma oportunidade única para se compreender tanto a história como o destino futuro do Livro, num encontro de grande interesse para todas as áreas científicas da Escola. 'O Livro, Hoje' é um evento com chancela PALAVRÃO.
José Afonso Furtado licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e realizou o Curso de Formação do Instituto Português de Fotografia, chegando a dirigir o Curso de História de Fotografia. Desempenhou funções de docente no Curso de Especialização de Técnicas Editoriais e no Curso de Especialização de Ciências Documentais da Faculdade de Letras. Para além das funções de professor, José Afonso Furtado foi presidente do Instituto Português do Livro e da Leitura, vice-presidente do Conselho Consultivo da Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo de Língua Portuguesa e membro da Comissão Nacional da Língua Portuguesa e da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
Desde 1992 exerce as funções de Director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
José Afonso Furtado participou em vários congressos e seminários sobre o livro, a leitura, as bibliotecas e sua relação com as novas tecnologias. Publicou inúmeros artigos e as obras O que é o Livro? (1995), Os Livros e as Leituras – Novas Ecologias da Informação (2000) e, mais recentemente, A Edição de Livros e a Gestão Estratégica (2009).
PALAVRÃO
Chancela | Núcleo de Edição | Bolsa de Talentos
sexta-feira
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A porta do silêncio abre-se e diz:
- todas as palavras pela mão rasgada expressam à porta da casa aberta o texto coberto de silêncio.
O corredor do pulso escreve escreve! Só os dedos lêem o interior da palavra!
As raízes fazem o tronco interno dentro do solo. – Planta os pés junto à cabeça da terra! -
O Caminho vem da ponte!
- todas as palavras pela mão rasgada expressam à porta da casa aberta o texto coberto de silêncio.
O corredor do pulso escreve escreve! Só os dedos lêem o interior da palavra!
As raízes fazem o tronco interno dentro do solo. – Planta os pés junto à cabeça da terra! -
O Caminho vem da ponte!
terça-feira
*** *
A terra volumosa para o interior dos teus pés
Todos os sons de cada ave
Em cada um dos teus passos
Depois das palavras em cada texto,
a mão da palavra entra em construção
O caminho abre-se às impressões dos ventos.
The intensity of the land inside your feet
To all the sounds from each bird
In each of your steps
After the words in each text,
The hand of the word enter in structure
The path opens to the impressions of the winds.
The intensity of the land inside your feet
To all the sounds from each bird
In each of your steps
After the words in each text,
The hand of the word enter in structure
The path opens to the impressions of the winds.
segunda-feira
*** *
A terra volumosa para o interior dos teus pés
Todos os sons de cada ave
Em cada um dos teus passos
Depois das palavras em cada texto,
a mão da palavra entra em construção
O caminho abre-se às impressões dos ventos.
sexta-feira
Obrigada a quem viu e me fez, re-ver!
O que nos aconteceria se:
- Cada vez que acordamos teríamos de gritar, berrar, provocar dor até encher os pulmões de ar e lutar pela vida para estar vivo, como quando nascemos? Que dor nos iria provocar?
Quantas vezes iríamos morrer? ...
Quantas vezes durante o dia vivemos a morte,porque não nos sentimos a respirar?
...voltar à origem/começar a sentir a respiração....
não se vê, não se toca, não se cheira: Apenas se sente!
Falta-nos sentir, sentirmo-nos
!
- Cada vez que acordamos teríamos de gritar, berrar, provocar dor até encher os pulmões de ar e lutar pela vida para estar vivo, como quando nascemos? Que dor nos iria provocar?
Quantas vezes iríamos morrer? ...
Quantas vezes durante o dia vivemos a morte,
(Como é que sentimos, se deixa-mos de nos sentir?)
...voltar à origem/
não se vê, não se toca, não se cheira: Apenas se sente!
Falta-nos sentir, sentirmo-nos
!
terça-feira
:
O que é?
Uma areia estendida. Qualquer mar, o mar de cada segundo.
Corpo mergulhado, alma à superfície.
A pessoa desapareceu, não daqui, mas dos meus olhos abertos - Lembro-me sempre daquele dia, depois de ontem, aquele dia nascido no meio da árvore. Onde a Natureza recebe:
- A observação consciente do impermanente.
Uma areia estendida. Qualquer mar, o mar de cada segundo.
Corpo mergulhado, alma à superfície.
A pessoa desapareceu, não daqui, mas dos meus olhos abertos - Lembro-me sempre daquele dia, depois de ontem, aquele dia nascido no meio da árvore. Onde a Natureza recebe:
- A observação consciente do impermanente.
domingo
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Em obras!
A casa e eu! A casa e eu!
A casa e eu! A casa e eu!
Não podia saber até chegar. Nem eu nem a casa. Nenhuma de nós sabia uma da outra. Não sei quando soubemos. Talvez quando tenha entrado em ti, bem para dentro de ti, ou talvez por me teres aberto a porta e eu tenha entrado sem saber se ia sair ou voltar a entrar. Qual é a partida qual é a chegada! Junta-se tudo no mesmo ponto - a força arranca, sai e faz! As mãos tinham saído do corpo, encontravam-se fora ou dentro da casa. Ficou a casa quase de branco, quase de branco eu a deixei no momento em que me encontro no meio do mar dentro de um barco também ele branco com uma janela circular pintada de azul, as ondulações dentro do movimento, faz desfaz, faz desfaz, faz…
- pode o vento levar a areia e as dunas! E o mar tornar-se escuro para a noite o ver! Existem sempre as linhas brancas que fazem poder ver! E consumir o olhar, o profundo olhar imerso pela escuridão! Assim o mar se faz ver durante a delicadeza da noite interna do dia!
Depois do dia de hoje, está o dia a acontecer com o que não pediu para ficar. Apenas ficou! a voz que me pergunta onde vou? – vou para o fundo do mar para voltar à superfície e levo a terra!
O que fazes com a terra? – Aquilo que sou! – O que és? – Este momento!
Nada pode estar mais além do que este aqui. Nada pode estar mais perto do que este aqui agora. Nada pode estar mais perto que este momento aqui agora. Onde te encontras, voz que sobe dentro do corpo feito aberto em folha da natureza.
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