terça-feira

*** *

A terra volumosa para o interior dos teus pés
Todos os sons de cada ave
Em cada um dos teus passos

Depois das palavras em cada texto, 
a mão da palavra entra em construção 
O caminho abre-se às impressões dos ventos.

The intensity of the land inside your feet
To all the sounds from each bird
In each of your steps

After the words in each text,
The hand of the word enter in structure
The path opens to the impressions of the winds.

segunda-feira

*** *

A terra volumosa para o interior dos teus pés
Todos os sons de cada ave
Em cada um dos teus passos

Depois das palavras em cada texto, 
a mão da palavra entra em construção 
O caminho abre-se às impressões dos ventos.

sexta-feira

Obrigada a quem viu e me fez, re-ver!

O que nos aconteceria se:



- Cada vez que acordamos teríamos de gritar, berrar, provocar dor até encher os pulmões de ar e lutar pela vida para estar vivo, como quando nascemos? Que dor nos iria provocar?
Quantas vezes iríamos morrer? ...



Quantas vezes durante o dia vivemos a morte, porque não nos sentimos a respirar?


(Como é que sentimos, se deixa-mos de nos sentir?)

...voltar à origem/começar a sentir a respiração....
não se vê, não se toca, não se cheira: Apenas se sente!

Falta-nos sentir, sentirmo-nos
 
 
!

terça-feira

:

O que é?
Uma areia estendida. Qualquer mar, o mar de cada segundo.
Corpo mergulhado, alma à superfície.
A pessoa desapareceu, não daqui, mas dos meus olhos abertos - Lembro-me sempre daquele dia, depois de ontem, aquele dia nascido no meio da árvore. Onde a Natureza recebe:
                                                                                     - A observação consciente do impermanente.

#7

Romance Histórico #7
Fotografia analógica (médio formato)
Impressão sais de prata
Lápís de cor
22x 22 cm

#45

#45 _ 2011
Gravura e aguarela sobre papel
15 x 21 cm

domingo

::: ::: ::: ::: ::


Em obras!
A casa e eu! A casa e eu!
Não podia saber até chegar. Nem eu nem a casa. Nenhuma de nós sabia uma da outra. Não sei quando soubemos. Talvez quando tenha entrado em ti, bem para dentro de ti, ou talvez por me teres aberto a porta e eu tenha entrado sem saber se ia sair ou voltar a entrar. Qual é a partida qual é a chegada! Junta-se tudo no mesmo ponto -  a força arranca, sai e faz! As mãos tinham saído do corpo, encontravam-se fora ou dentro da casa. Ficou a casa quase de branco, quase de branco eu a deixei no momento em que me encontro no meio do mar dentro de um barco também ele branco com uma janela circular pintada de azul, as ondulações dentro do movimento, faz desfaz, faz desfaz, faz…
 - pode o vento levar a areia e as dunas! E o mar tornar-se escuro para a noite o ver! Existem sempre as linhas brancas que fazem poder ver! E consumir o olhar, o profundo olhar imerso pela escuridão! Assim o mar se faz ver durante a delicadeza da noite interna do dia!
Depois do dia de hoje, está o dia a acontecer com o que não pediu para ficar. Apenas ficou! a voz que me pergunta onde vou? – vou para o fundo do mar para voltar à superfície e levo a terra!
O que fazes com a terra? – Aquilo que sou! – O que és? – Este momento!

Nada pode estar mais além do que este aqui. Nada pode estar mais perto do que este aqui agora. Nada pode estar mais perto que este momento aqui agora. Onde te encontras, voz que sobe dentro do corpo feito aberto em folha da natureza.

***

quarta-feira

# 32

# 32 _ 2009
Gravura, guache
Montagem photoshop
Dimensões variaveis

Japão

Primeiro Caminho _ 2011

29 x 21 cm
Gravura e aguarela

quinta-feira

Romance Histórico #9
Fotografia analógica (médio formato)
Impressão sais de prata
15 x 15 cm
Romance Histórico #5
Fotografia Analógica (médio formato)
Impressão sais de prata
40,6 x 50,8 cm

sábado

::: ::: ::: ::: :

estava eu em mim no meio do espaço verde e molhado da chuva                o cão branco, todo ele branco a segurar os olhos de cor, entra por mim a dentro para o caminho da floresta. Eu olho e paro e mexo o meu corpo. Não tinha em mim a intenção de estar com ele. Mas estar nele através da floresta. E que a floresta nos aproxima-se sem nos fazer tocar. assim fiquei e fui embora a observar o verde que saiu das árvores e encontrou-se com o branco.     A situação das cores era frágil e forte. Estava o desdobramento, ao mesmo tempo a sincronização a acontecer. Estavam os caminhos a caminhar em várias direcções, todas se seguiam e regiam pelos raios. Das árvores e do sol. Veio a força menor levar a fragilidade maior para junto de si, sem o encontro terminar
Agora já não havia maior ou menor. Acontecia o acontecer de ser uma forma sem forma infinita





.