quinta-feira
sábado
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estava eu em mim no meio do espaço verde e molhado da chuva o cão branco, todo ele branco a segurar os olhos de cor, entra por mim a dentro para o caminho da floresta. Eu olho e paro e mexo o meu corpo. Não tinha em mim a intenção de estar com ele. Mas estar nele através da floresta. E que a floresta nos aproxima-se sem nos fazer tocar. assim fiquei e fui embora a observar o verde que saiu das árvores e encontrou-se com o branco. A situação das cores era frágil e forte. Estava o desdobramento, ao mesmo tempo a sincronização a acontecer. Estavam os caminhos a caminhar em várias direcções, todas se seguiam e regiam pelos raios. Das árvores e do sol. Veio a força menor levar a fragilidade maior para junto de si, sem o encontro terminar
Agora já não havia maior ou menor. Acontecia o acontecer de ser uma forma sem forma infinita
Agora já não havia maior ou menor. Acontecia o acontecer de ser uma forma sem forma infinita
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sábado
quinta-feira
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não os ouvidos do corpo que ouvem ou fazem ouvir, é a outra voz que tem o corpo - a dobra da chuva que cai para parar ou então corre para um espaço que se junta ao tempo. É sim a união da chuva e do sol que faz o que se vê, com a abertura e a direcção. Sabias já de ti antes de chegares, o manto verde também ele tem amarelo e colinas a subir a terra. tem alguns veios onde o homem leva os pés e o corpo vai e está. não vai da solidão, mas com a companhia de estar em si. A demora tinha já passado e retomava a sua morada perdida no encontro, era o mundo aberto ao meio a deixar-se ver - pois os corpos que habitem dentro dos troncos estão cá fora à nossa espera
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sábado
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A voz dentro da voz dizia ontem às palavras a ternura desconhecida, a alegria estava pronta depois de se partir em copo vazio; a reconstrução do momento com o tempo a olhar assim sem nada pronunciar. Apenas um breve estudo sobre as raizes, os desenhos feitos pela árvore dentro da terra, ainda não tinha visto mesmo de olhos abertos, olhos do corpo vivo. Mas era e é a vida da árvore, fazer os desenhos quase sem ninguém ver, ela fala metade da voz ou a voz inteira e só é escutada a meia abertura das palavras altas. Como as montanhas só são montanhas ao longe. Quando o corpo está nelas, as montanhas começam a ser terra; a terra deitada no chão torna-se um vale, depois de ter sido um caminho
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segunda-feira
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nunca percebi como é que a chuva cai, as nuvens tão longe e a chuva chega aqui à terra, parece que só a chuva agarra a terra e a terra agarra a chuva. nunca percebi porque é que os homens não conseguem voar como os pássaros, porque é que também não andam no ar, porque é preciso ir de carro para ir a um sitio que fica mais longe. Porque é que precisam de falar para ouvir.
nunca percebi porque tenho duas mãos e nunca consegui a agarrar a água. nunca percebi muitas coisas e esqueci. Agora, volto ao nascimento.
quarta-feira
Para além de mim saio firme, as mãos só agarram quando abertas ao ar e a voz escutada ao silêncio. A rua abre-se na passagem do corpo. Ele que entre na sua companhia dentro da folha e da árvore. A árvore, ela mesma a voar com as raízes a entrar dentro da terra e a sentir o cheiro de tudo o que cresce e agarra o interior da via que corre no rio. Este dentro que está sempre. E fica
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Que entre agora o dia de hoje neste momento. O chão corta a parede sem se mexer quando o ar respira e sai A mão dá a volta ao vento para ele voltar. a primeira voz que se houve a voz do silêncio
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