terça-feira

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# 27  2010
29,7 x 422 cm
Gravura e guache

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# 26  2010
29,7 x 42 cm
Gravura e pastel seco


sábado

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hoje é o dia de amanhã   aberto




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quinta-feira

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não os ouvidos do corpo que ouvem ou fazem ouvir, é a outra voz que tem o corpo - a dobra da chuva que cai para parar ou então corre para um espaço que se junta ao tempo. É sim a união da chuva e do sol que faz o que se vê, com a abertura e a direcção. Sabias já de ti antes de chegares, o manto verde também ele tem amarelo e colinas a subir a terra. tem alguns veios onde o homem leva os pés e o corpo vai e está. não vai da solidão, mas com a companhia de estar em si. A demora tinha já passado e retomava a sua morada perdida no encontro, era o mundo aberto ao meio a deixar-se ver -  pois os corpos que habitem dentro dos troncos estão cá fora à nossa espera


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sábado

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A voz dentro da voz dizia ontem às palavras a ternura desconhecida, a alegria estava pronta depois de se partir em copo vazio; a reconstrução do momento com o tempo a olhar assim sem nada pronunciar. Apenas um breve estudo sobre as raizes, os desenhos feitos pela árvore dentro da terra, ainda não tinha visto mesmo de olhos abertos, olhos do corpo vivo. Mas era e é a vida da árvore, fazer os desenhos quase sem ninguém ver, ela fala metade da voz ou a voz inteira e só é escutada a meia abertura das palavras altas. Como as montanhas só são montanhas ao longe. Quando o corpo está nelas, as montanhas começam a ser terra; a terra deitada no chão torna-se um vale, depois de ter sido um caminho


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segunda-feira

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nunca percebi como é que a chuva cai, as nuvens tão longe e a chuva chega aqui à terra, parece que só a chuva agarra a terra e a terra agarra a chuva.  nunca percebi porque é que os homens não conseguem voar como os pássaros, porque é que também não andam no ar, porque é preciso ir de carro para ir a um sitio que fica mais longe. Porque é que precisam de falar para ouvir.
nunca percebi porque tenho duas mãos  e nunca consegui a agarrar a água. nunca percebi muitas coisas e esqueci.
Agora,  volto ao nascimento.

quarta-feira

Para além de mim saio firme, as mãos só agarram quando abertas ao ar e a voz escutada ao silêncio. A rua abre-se na passagem do corpo. Ele que entre na sua companhia dentro da folha e da árvore. A árvore, ela mesma a voar com as raízes  a entrar dentro da terra e a sentir o cheiro de tudo o que cresce e agarra o interior da via que corre no rio. Este dentro que está sempre. E fica




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Que entre agora o dia de hoje neste momento. O chão corta a parede sem se mexer quando o ar respira e sai             A mão dá a volta ao vento para ele voltar.      a primeira voz que se houve       a voz do silêncio





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O caminho fora das horas, fora de si em abertura no lago. A subida é o que desce das pernas, entra nos pés enterra-se na terra em raízes profundas como a superfície do mar. Mesmo ao longe na subida o monte dentro de todas as árvores verdes de copa encarnada e laranja, estas são as árvores que eu conheço, a luz que sai e transforma o olhar. As mãos que agarram para além de si. O que sai das mãos que as leva a ser a retomar o corpo, o encher das mãos pelo corpo. Nada sem o ar. Todo o vento liberto para fora sem sair, sem estar à espera de nada, apenas vai indo e estando.




terça-feira

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Caminho descalço não leva o vento. O vento não sabe onde a terra fica, apenas sabe conversar com a lua sobre a terra. Mas o lugar da terra é para ele o desconhecido. Não se lembra ou não sabe. Na conversa com a lua, as palavras entram no silêncio, os sons fala a voz do silêncio. As palavras não são soletradas, são antes transmitidas ao olho que sente o interior da voz. As árvores têm a terra como chão, assim como as terras têm o interior do oxigénio, a luz sai de todos os interiores das cores vindas do arco-íris maior. Tu sabes da tua voz? Tu sim que falas várias vozes, ouve. Ouve-te em todos os teus interiores. Dentro das cascatas estás tu. Todos os vales e todas as montanhas têm o teu corpo, o teu corpo vem de todas as montanhas, vales sois e terras. Os mares vêm de dentro do teu respirar, dentro do teu respirar todos os ventos e raízes. Todas as pedras e nuvens têm as tuas mãos, dentro das tuas mãos todas as pedras e nuvens de chão e de sombras. No teu corpo todo o interior do mundo, o interior do teu corpo é todo o interior do mundo, o mesmo ponto. Vem    o pátio azul está lá fora dentro da natureza de onde tu vieste e retomas.




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O pátio azul esquece o vento fora de casa. O céu entra depois das nuvens e deixa ver a terra. Devolvo-me ao interior na caminhada azul dourada sobre a estrada que se recolhe aos pés            a sala de estar dentro da casa aberta    a criança entra fora do seu corpo e estende-se no seu olhar. Deseja sentar-se no ramo da árvore que fala com ela a conversa dos dias. Sai a mão da terra onde foi semeada.

quarta-feira

# 26 2010
25 x 18 cm
Gravura e caneta de filtro

# 26  2010
23 x 18,3 cm
Materiais vários

sexta-feira

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A vida tem um dia. O dia de hoje é o dia da vida durante o dia inteiro








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