Caminho descalço não leva o vento. O vento não sabe onde a terra fica, apenas sabe conversar com a lua sobre a terra. Mas o lugar da terra é para ele o desconhecido. Não se lembra ou não sabe. Na conversa com a lua, as palavras entram no silêncio, os sons fala a voz do silêncio. As palavras não são soletradas, são antes transmitidas ao olho que sente o interior da voz. As árvores têm a terra como chão, assim como as terras têm o interior do oxigénio, a luz sai de todos os interiores das cores vindas do arco-íris maior. Tu sabes da tua voz? Tu sim que falas várias vozes, ouve. Ouve-te em todos os teus interiores. Dentro das cascatas estás tu. Todos os vales e todas as montanhas têm o teu corpo, o teu corpo vem de todas as montanhas, vales sois e terras. Os mares vêm de dentro do teu respirar, dentro do teu respirar todos os ventos e raízes. Todas as pedras e nuvens têm as tuas mãos, dentro das tuas mãos todas as pedras e nuvens de chão e de sombras. No teu corpo todo o interior do mundo, o interior do teu corpo é todo o interior do mundo, o mesmo ponto. Vem o pátio azul está lá fora dentro da natureza de onde tu vieste e retomas.
terça-feira
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O pátio azul esquece o vento fora de casa. O céu entra depois das nuvens e deixa ver a terra. Devolvo-me ao interior na caminhada azul dourada sobre a estrada que se recolhe aos pés a sala de estar dentro da casa aberta a criança entra fora do seu corpo e estende-se no seu olhar. Deseja sentar-se no ramo da árvore que fala com ela a conversa dos dias. Sai a mão da terra onde foi semeada.
sexta-feira
domingo
sexta-feira
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Abro o vento dentro da janela quando as árvores entram, a casa está dentro do ar as folhas fazem as paredes.
Vem o tronco cozer o ar aos seus ramos, a árvore não responde mas sabe. Os caminhos não são abertos nem ficam por fechar, estão nos pés dentro do corpo. A luz que cai não se parte, apenas deixa ver o que já lá está antes de chegar; um tronco de luz empurra o vazio para crecer.
A noite chega durante o dia, quando tudo continua; como um repouso celeste
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domingo
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O dia a chegar dentro dele. O corpo onde está sabe e aguarda a terra dos dias.. a voz sai das árvores quem fala é o vento. As mesmas palavras em cada folha na (garganta) as cordas no tronco, ele segura todo o texto mesmo aquele que foge para lá no céu das nuvens que parecem descansar em movimento. Elas não falam a voz aberta. Falam a voz da forma no informe. Todo o tempo de passagem de cada uma delas aberta ao espaço, não se vê nada no céu a não ser ele mesmo.e ele mostra-se no seu todo no equilíbrio entre nós e a terra.. Porque dentro da tua voz vem a voz do universo
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sábado
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Entrada do ar pela casa, a passagem da corrente abotoar a pele
vento e as
suas palavras onde se escuta a sombra de luz no seu encosto sossegado ao lado
do mar
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quinta-feira
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Podemos habitar o vazio. O cheio já está cheio. Nem o vazio cabe dentro do cheio
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segunda-feira
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Regresso ao vento sem me ter despojado dele. Sem me ter desfeito deformei o ar no salto. Com sorte agarro o corpo antes ou no momento em que ele sente a queda
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