quarta-feira

# 26 2010
25 x 18 cm
Gravura e caneta de filtro

# 26  2010
23 x 18,3 cm
Materiais vários

sexta-feira

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A vida tem um dia. O dia de hoje é o dia da vida durante o dia inteiro








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sexta-feira

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Abro o vento dentro da janela quando as árvores entram, a casa está dentro do ar as folhas fazem as paredes.
Vem o tronco cozer o ar aos seus ramos, a árvore não responde mas sabe. Os caminhos não são abertos nem ficam por fechar, estão nos pés dentro do corpo. A luz que cai não se parte, apenas deixa ver o que já lá está antes de chegar; um tronco de luz empurra o vazio para crecer.
A noite chega durante o dia, quando tudo continua; como um repouso celeste







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domingo

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#23   2010
42x 29,7 cm
Gravura, tinta da china

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O dia a chegar dentro dele. O corpo onde está sabe e aguarda a terra dos dias..  a voz sai das árvores quem fala é o vento. As mesmas palavras em cada folha na (garganta) as cordas no tronco, ele segura todo o texto mesmo aquele que foge para lá no céu das nuvens que parecem descansar em movimento. Elas não falam a voz aberta. Falam a voz da forma no informe. Todo o tempo de passagem de cada uma delas aberta ao espaço, não se vê nada no céu a não ser ele mesmo.e ele mostra-se no seu todo  no equilíbrio entre nós e a terra.. Porque dentro da tua voz vem a voz do universo




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sábado

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Entrada do ar pela casa, a passagem da corrente abotoar a pele
vento               e as suas palavras onde se escuta a sombra de luz no seu encosto sossegado ao lado do mar     
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quinta-feira

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Podemos habitar o vazio. O cheio já está cheio. Nem o vazio cabe dentro do cheio










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Podemos habitar o vazio. O cheio já está cheio. Nem o vazio cabe dentro do cheio.

segunda-feira

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Regresso ao vento sem me ter despojado dele. Sem me ter desfeito deformei o ar no salto. Com sorte agarro o corpo antes ou no momento em que ele sente a queda














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Abertura do dia
lua cheia na floresta
                              rio de pedra
                                                 vento
                                                                                        a terra faz


homem vive



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quinta-feira

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Durante um certo tempo parece que o tempo não chega ao fim de si mesmo          o vento de mão aberta respira. As árvores nos seus troncos olham imóveis o movimento        eu saio de mim sem fechar os olhos e chego        onde estou. Permanência lado a lado, no espaço para lá dos nossos corpos terra, nós continuos a nós mesmos uma linha dentro do ponto luz. A ternura do exercício liberta-se no corpo da alma







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sábado

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a noite dentro do dia abre a luz onde o ar não se fecha. Mas onde?  no mesmo sitio que tu, no universo! aqui e agora para estares contigo tens de te ir buscar, e depois és. Como para te adormeçeres tens de te levar ao corpo. Porque as duas mãos que tens e te descem pelos braços seguram cada uma delas uma opção de viver a existência humana. Então eu posso escolher

-sim


Guardo cá dentro o vento de mão aberta.




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