domingo
sexta-feira
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Abro o vento dentro da janela quando as árvores entram, a casa está dentro do ar as folhas fazem as paredes.
Vem o tronco cozer o ar aos seus ramos, a árvore não responde mas sabe. Os caminhos não são abertos nem ficam por fechar, estão nos pés dentro do corpo. A luz que cai não se parte, apenas deixa ver o que já lá está antes de chegar; um tronco de luz empurra o vazio para crecer.
A noite chega durante o dia, quando tudo continua; como um repouso celeste
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domingo
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O dia a chegar dentro dele. O corpo onde está sabe e aguarda a terra dos dias.. a voz sai das árvores quem fala é o vento. As mesmas palavras em cada folha na (garganta) as cordas no tronco, ele segura todo o texto mesmo aquele que foge para lá no céu das nuvens que parecem descansar em movimento. Elas não falam a voz aberta. Falam a voz da forma no informe. Todo o tempo de passagem de cada uma delas aberta ao espaço, não se vê nada no céu a não ser ele mesmo.e ele mostra-se no seu todo no equilíbrio entre nós e a terra.. Porque dentro da tua voz vem a voz do universo
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sábado
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Entrada do ar pela casa, a passagem da corrente abotoar a pele
vento e as
suas palavras onde se escuta a sombra de luz no seu encosto sossegado ao lado
do mar
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quinta-feira
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Podemos habitar o vazio. O cheio já está cheio. Nem o vazio cabe dentro do cheio
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segunda-feira
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Regresso ao vento sem me ter despojado dele. Sem me ter desfeito deformei o ar no salto. Com sorte agarro o corpo antes ou no momento em que ele sente a queda
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quinta-feira
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Durante um certo tempo parece que o tempo não chega ao fim de si mesmo o vento de mão aberta respira. As árvores nos seus troncos olham imóveis o movimento eu saio de mim sem fechar os olhos e chego onde estou. Permanência lado a lado, no espaço para lá dos nossos corpos terra, nós continuos a nós mesmos uma linha dentro do ponto luz. A ternura do exercício liberta-se no corpo da alma
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sábado
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a noite dentro do dia abre a luz onde o ar não se fecha. Mas onde? no mesmo sitio que tu, no universo! aqui e agora para estares contigo tens de te ir buscar, e depois és. Como para te adormeçeres tens de te levar ao corpo. Porque as duas mãos que tens e te descem pelos braços seguram cada uma delas uma opção de viver a existência humana. Então eu posso escolher
-sim
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quarta-feira
domingo
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Sabes e agora neste caminho de hoje?
- ainda não tens de saber a conversa das palavras mas começa a escutar
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quarta-feira
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