sábado

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Entrada do ar pela casa, a passagem da corrente abotoar a pele
vento               e as suas palavras onde se escuta a sombra de luz no seu encosto sossegado ao lado do mar     
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quinta-feira

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Podemos habitar o vazio. O cheio já está cheio. Nem o vazio cabe dentro do cheio










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Podemos habitar o vazio. O cheio já está cheio. Nem o vazio cabe dentro do cheio.

segunda-feira

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Regresso ao vento sem me ter despojado dele. Sem me ter desfeito deformei o ar no salto. Com sorte agarro o corpo antes ou no momento em que ele sente a queda














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Abertura do dia
lua cheia na floresta
                              rio de pedra
                                                 vento
                                                                                        a terra faz


homem vive



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quinta-feira

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Durante um certo tempo parece que o tempo não chega ao fim de si mesmo          o vento de mão aberta respira. As árvores nos seus troncos olham imóveis o movimento        eu saio de mim sem fechar os olhos e chego        onde estou. Permanência lado a lado, no espaço para lá dos nossos corpos terra, nós continuos a nós mesmos uma linha dentro do ponto luz. A ternura do exercício liberta-se no corpo da alma







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sábado

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a noite dentro do dia abre a luz onde o ar não se fecha. Mas onde?  no mesmo sitio que tu, no universo! aqui e agora para estares contigo tens de te ir buscar, e depois és. Como para te adormeçeres tens de te levar ao corpo. Porque as duas mãos que tens e te descem pelos braços seguram cada uma delas uma opção de viver a existência humana. Então eu posso escolher

-sim


Guardo cá dentro o vento de mão aberta.




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quarta-feira

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que mais somos nós que nós mesmos aqui e agora





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domingo

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Passaram vários anos desde o dia de hoje. Esse dia onde a terra nasce e desvela -  onde caminhas para o sitio onde regresso e fiquei à medida que aqui estou numa multiplicidade de seres

- e se eu estou a dizer isto, escuta e acompanha a viagem. A distância do mundo somos nós com este bocado de nada de corpo de matéria


Sabes e agora neste caminho de hoje?
  - ainda não tens de saber a conversa das palavras mas começa a escutar











quarta-feira

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#21   2010
15 x 21 cm
Gravura, tinta da china

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#20   2010
15 x 21 cm
Gravura, tinta da china

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estar por aqui a fazer instantes a dizer palavras o que elas têm lá dentro como se manifestam . Nem te vou dar a escutar o que dizem quando a voz fala para fora do silêncio
- depois sentes um frio no coração.
E tu?
- eu?! eu não estava à espera de tanto em tão pouco – o afecto mais intimo não quase não sobrevive à humanidade             - fica no peito por respirar

domingo

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Abri a porta entrei na saída que indicava o olhar parado. O corpo mexe-se no ventre as mãos sabem disso.   Gostava de ter um caminho vindo do exterior inesperado feito em silêncio em  admiração sem  mas liberto em si.  Abri a porta e saí à rua   estava dentro de casa a Natureza com o caminho


sábado

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o homem o mundo





Obrigada PM :)

domingo

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segurei as palavras que seguiam a voz. O percurso  está.
A - colher  afecto como os campos a terra os troncos - no meio as mãos deitam-se dentro das raízes. Como o sol a receber a casa    luz a entrar dentro de tudo. A casa deixou de ser casa. Estava lá dentro.

- O encontro do ser com o seu interior tomado liberdade.

sim, com as mãos por terminar