Abertura do dia
lua cheia na floresta
rio de pedra
vento
a terra faz
homem vive
.
segunda-feira
quinta-feira
... ... ... ...
Durante um certo tempo parece que o tempo não chega ao fim de si mesmo o vento de mão aberta respira. As árvores nos seus troncos olham imóveis o movimento eu saio de mim sem fechar os olhos e chego onde estou. Permanência lado a lado, no espaço para lá dos nossos corpos terra, nós continuos a nós mesmos uma linha dentro do ponto luz. A ternura do exercício liberta-se no corpo da alma
.
.
sábado
... ... ... ..
a noite dentro do dia abre a luz onde o ar não se fecha. Mas onde? no mesmo sitio que tu, no universo! aqui e agora para estares contigo tens de te ir buscar, e depois és. Como para te adormeçeres tens de te levar ao corpo. Porque as duas mãos que tens e te descem pelos braços seguram cada uma delas uma opção de viver a existência humana. Então eu posso escolher
-sim
.
quarta-feira
domingo
... ... ...
Sabes e agora neste caminho de hoje?
- ainda não tens de saber a conversa das palavras mas começa a escutar
.
quarta-feira
... ... ..
estar por aqui a fazer instantes a dizer palavras o que elas têm lá dentro como se manifestam . Nem te vou dar a escutar o que dizem quando a voz fala para fora do silêncio
- depois sentes um frio no coração.
E tu?
- eu?! eu não estava à espera de tanto em tão pouco – o afecto mais intimo não quase não sobrevive à humanidade - fica no peito por respirar
domingo
... ... .
sábado
domingo
... ...
segurei as palavras que seguiam a voz. O percurso está.
A - colher afecto como os campos a terra os troncos - no meio as mãos deitam-se dentro das raízes. Como o sol a receber a casa luz a entrar dentro de tudo. A casa deixou de ser casa. Estava lá dentro.
- O encontro do ser com o seu interior tomado liberdade.
sim, com as mãos por terminar
A - colher afecto como os campos a terra os troncos - no meio as mãos deitam-se dentro das raízes. Como o sol a receber a casa luz a entrar dentro de tudo. A casa deixou de ser casa. Estava lá dentro.
- O encontro do ser com o seu interior tomado liberdade.
sim, com as mãos por terminar
quarta-feira
... ..
hoje é este dia
o que guardas contigo
- a dança no abraço do corpo (um braço) um afecto de um lado chega ao outro no caminho feito sem distância, a mão segura o olhar fechado.
A luz. em cada passo preenche este lado sopra no outro momento
nada existe nada fica por existir.
Fiz-te dizer?
- Aguardo a minha partida à minha chegada
tudo no mesmo instante.
Sim,
sexta-feira
... .
Agora que o dia continua a começar
O que guardas contigo
(levo) - o pedaço continuado sorriso feito em silêncio de modo a escutares
Fiz-te dizer?
assim que as palavras falavam antes da voz. A voz aberta (roda a maçaneta da porta onde entras o corpo) que te vê quando fechas os olhos.
- Sim, o corpo tocado em si.
O que guardas contigo
(levo) - o pedaço continuado sorriso feito em silêncio de modo a escutares
Fiz-te dizer?
assim que as palavras falavam antes da voz. A voz aberta (roda a maçaneta da porta onde entras o corpo) que te vê quando fechas os olhos.
- Sim, o corpo tocado em si.
terça-feira
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