sábado

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"A montanha vazia repercute os mínimos sons, faz ressoar a distância no pavilhão auricular com uma clareza perturbadora. O vento espalha o sussurro das folhas que caem; as corujas piam a sua solidão sem remédio. Quando se anuncia uma tempestade, a trovoada faz vibrar as portadas, e com elas o corpo do homem que está à escuta. "

François Cheng, A Eternidade não é de mais Ed. Bizâncio pg 202

sábado

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Rochas de árvores no meio das nuvens a contemplar os Homens.
Nós por aqui: a abanar sem vento.

quinta-feira

#14

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Manto de pedras voa
ergue o horizonte a ser observado.

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Pedras murmuram leves segredos
à volta de um lago
enlaçado de sol.

quarta-feira

domingo

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Permanece em demorado silêncio a folha
Enquanto espera pela próxima gota:
Nunca sabe o tempo da Chuva.

sexta-feira

....

A mão pega de um lado, a outra do outro. A meio da força rasga-se um vazio.

Uma folha dois pedaços: no meio permanece em branco o rasgo que nunca irá ser tocado.