quinta-feira

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Pedras murmuram leves segredos
à volta de um lago
enlaçado de sol.

quarta-feira

domingo

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Permanece em demorado silêncio a folha
Enquanto espera pela próxima gota:
Nunca sabe o tempo da Chuva.

sexta-feira

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A mão pega de um lado, a outra do outro. A meio da força rasga-se um vazio.

Uma folha dois pedaços: no meio permanece em branco o rasgo que nunca irá ser tocado.

domingo

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Uma respiração eterna mantém dentro dela uma montanha plena de vazio.

Vazio aberto a uma respiração oriunda de todos os lugares para todos os povos, secretamente guardada à superfície. Através do sopro vindo da sua respiração, emerge em água cristalina uma terra firme: firme como o ar solto.

sábado

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Cerrada em si a rua escuta
o frio tem um corpo de um abraço arrepiado.

terça-feira

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Caminhava eu na terra quando um fio de água caminhava no ar.
Na sua caminhada, esse fio de água fintou-me. Cheguei-me a ele e desenhei com o meu Guarda o que ele escrevia: Chuva.

quinta-feira

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Folhas de pedra marcam tempo quando caiem no meio do ar até ao chão. Assim que O caminho presencia, agarra em si e vai.
A folha de pedra cai sem se mexer, julgando ficar num sítio onde nunca irá cair:
em cima de si mesma.